{"componentChunkName":"component---src-templates-single-md-js","path":"/blog/construir-a-greve-geral-para-resistir-a-temer/","result":{"data":{"markdownRemark":{"html":"<blockquote>\n<p><strong>Nota de mar&ccedil;o do Secretariado do Movimento Esquerda Socialista a respeito das lutas contra a reforma da previd&ecirc;ncia e os ataques de Temer.</strong></p>\n</blockquote>\n<div class=\"entry\">\n<h3><strong>Marcelo Freixo como alternativa ao lulismo, Luciana Genro a disposi&ccedil;&atilde;o para assumir a luta!</strong></h3>\n<p>A classe trabalhadora brasileira mostrou que n&atilde;o est&aacute; derrotada. Ao cruzar os bra&ccedil;os e protagonizar atos com impacto de massas na jornada nacional de lutas do dia 15, a classe entrou no centro da cena pol&iacute;tica nacional. N&atilde;o &eacute; pouco parar a principal cidade do pa&iacute;s, com manifesta&ccedil;&otilde;es em todas as capitais, reunindo centenas de milhares nas ruas, com uma ades&atilde;o popular majorit&aacute;ria &agrave; pauta de luta contra a reforma da previd&ecirc;ncia. O 15M seguiu na esteira do que tinha sido o ato do dia 8 de mar&ccedil;o, onde se demonstrou uma ampla disposi&ccedil;&atilde;o de luta do movimento de mulheres no Brasil, voltando-se objetivamente contra o governo Temer em geral e sua reforma previdenci&aacute;ria em particular. O eco do &ldquo;fora Temer&rdquo; j&aacute; tinha sido forte nos blocos de carnaval, de Norte a Sul do pa&iacute;s, durante os festejos populares. O dia de lutas representou um salto.</p>\n<h3><strong>Um forte dia de lutas, com desigualdades, que marca a situa&ccedil;&atilde;o nacional</strong></h3>\n<p>A paralisa&ccedil;&atilde;o foi sentida em v&aacute;rias partes do pa&iacute;s. Junto &agrave; divulga&ccedil;&atilde;o da &ldquo;lista Janot&rdquo;, foi o grande acontecimento dessa semana no Brasil. A entrada em cena da classe trabalhadora marcou a data, com manifesta&ccedil;&otilde;es massivas, que n&atilde;o foram maiores porque n&atilde;o houve a devida prepara&ccedil;&atilde;o por parte das dire&ccedil;&otilde;es que conduzem as principais centrais sindicais do pa&iacute;s, a saber, CUT e For&ccedil;a Sindical. Nenhuma delas quis mobilizar seriamente para transformar o dia 15 numa jornada de greve capaz de transbordar a indigna&ccedil;&atilde;o latente.</p>\n<p>Com a paralisa&ccedil;&atilde;o do transporte em SP &ndash; condutores e metrovi&aacute;rios &ndash; a cidade amanheceu com ares de greve de fato. A manifesta&ccedil;&atilde;o da noite na Paulista transbordou, com os mais otimistas falando em 200 mil pessoas. As cifras, ainda que imprecisas, d&atilde;o conta dos maiores atos desde as jornadas de Junho de 2013, com a diferen&ccedil;a que de que foi a classe trabalhadora, com seus m&eacute;todos e identidade, que teve destaque fundamental. Os professores de todo pa&iacute;s &ndash; nesse caso muito similar ao que estamos acompanhando na vizinha Argentina &ndash; foram a vanguarda das paralisa&ccedil;&otilde;es. O transporte tamb&eacute;m parou em Curitiba, Florian&oacute;polis, Belo Horizonte, Recife, para citar as mais importantes capitais. Os atos no final da tarde resultaram massivos, as redes sociais e os aplausos dos transeuntes s&atilde;o sintomas que repercutiram uma ampla disposi&ccedil;&atilde;o em apoiar os protestos e condenar a PEC 287, da Reforma da Previd&ecirc;ncia.</p>\n<p>A jornada de 15 de mar&ccedil;o demarcou que a pauta da luta contra a reforma da previd&ecirc;ncia tem atra&ccedil;&atilde;o para ser motor de uma verdadeira greve geral.</p>\n<h3><strong>A burguesia segue em defesa do ajuste e do governo</strong></h3>\n<p>Neste marco, o governo debilitado pela corrup&ccedil;&atilde;o, pela crise social e econ&ocirc;mica, refletida na sua impopularidade, apela para a unidade em torno do ajuste e das medidas para atacar direitos, sendo a ponta de lan&ccedil;a delas a reforma da Previd&ecirc;ncia. Sua campanha midi&aacute;tica est&aacute; a servi&ccedil;o de garantir essa legitimidade e disputar a opini&atilde;o das massas. At&eacute; agora n&atilde;o est&aacute; sendo f&aacute;cil, porque a rejei&ccedil;&atilde;o &agrave;s medidas est&aacute; crescendo, chegando at&eacute; as bases eleitorais de deputados e senadores.</p>\n<p>Desde junho de 2013, o espa&ccedil;o da disputa das ruas pela via da mobiliza&ccedil;&atilde;o popular ganhou for&ccedil;a no Brasil. Desde a primavera feminista, passando pelas ocupa&ccedil;&otilde;es de escolas e agora com as mobiliza&ccedil;&otilde;es contra Temer e seus ataques. O dia 15 de mar&ccedil;o demonstrou ser um importante marco de fortalecimento desta luta.</p>\n<p>A Opera&ccedil;&atilde;o Lava Jato desnudou a podrid&atilde;o do sistema pol&iacute;tico, sendo o PT e o PMDB os maiores atingidos, mas colocando toda a casta pol&iacute;tica em cheque. Al&eacute;m dos empreiteiros detidos pela primeira etapa da OLJ, agora importantes articuladores pol&iacute;ticos da coaliz&atilde;o capitalista que governa o Brasil h&aacute; tempos est&atilde;o na cadeia. O n&uacute;cleo &ldquo;fluminense&rdquo; desbaratado pela OLJ revela as entranhas do projeto chefiado pelo PMDB, com Eike Batista e Sergio Cabral presos, importantes conex&otilde;es sendo feitas com doleiros em Miami e Punta del Este, a servi&ccedil;o do duto de financiamento das campanhas dos partidos da casta. H&aacute; um temor grande sobre o significado da lista da Odebrecht.</p>\n<p>Como explicar que o governo se sustente, diante de tamanha fal&ecirc;ncia, impopularidade e que seus principais chefes estejam acossados pelas den&uacute;ncias de corrup&ccedil;&atilde;o?</p>\n<p>A unidade ampla entre todos os setores da burguesia, que por n&atilde;o ter outro plano, apostam na hip&oacute;tese de manter a qualquer custo Michel Temer como &ldquo;ponte&rdquo; para fazer com que o custo do trabalho no Brasil seja diminu&iacute;do, pegando pesado com a reforma da Previd&ecirc;ncia, a reforma trabalhista e a terceiriza&ccedil;&atilde;o. Tais medidas s&atilde;o combinadas com a iniciativa de vendas de importantes setores de log&iacute;stica, como estradas e aeroportos, e com o aperto fiscal aos entes estaduais. Esse &eacute; o plano que unifica a burguesia, seus agentes pol&iacute;ticos e econ&ocirc;micos e seus porta-vozes na grande m&iacute;dia. Uma frente &uacute;nica que envolve as grandes m&aacute;quinas partid&aacute;rias do pa&iacute;s, a c&uacute;pula do poder judici&aacute;rio e a m&iacute;dia encabe&ccedil;ada pela Rede Globo. Isso garante a maioria parlamentar para o governo nas duas casas legislativas. O setor majorit&aacute;rio da burguesia sabe que Temer &eacute; um &ldquo;fus&iacute;vel a ser queimado&rdquo;, como anteriormente j&aacute; tinha explicitado o publicit&aacute;rio Nizan Guanaes. Este &eacute; o card&aacute;pio para dar ao desgoverno Temer algum sentido &uacute;til do ponto de vista do capitalismo.</p>\n<p>A falta de uma alternativa consistente tamb&eacute;m atua para a in&eacute;rcia que garante a continuidade do governo. Existem iniciativas comuns, dias de luta, mas os setores majorit&aacute;rios do movimento sindical atuam de forma hesitante, n&atilde;o convergindo numa a&ccedil;&atilde;o unificada capaz de dar sentido comum &agrave; resist&ecirc;ncia. Nem a For&ccedil;a Sindical, que tem na sua dire&ccedil;&atilde;o Paulinho, art&iacute;fice do impeachment, nem a CUT querem realmente paralisar o pa&iacute;s. Atuam para mitigar a ofensiva brutal contra os trabalhadores. Ofensiva verbalizada por Rodrigo Maia quando afirma que &ldquo;sequer a Justi&ccedil;a do Trabalho deveria existir&rdquo;.</p>\n<p>Lula j&aacute; deixou claro que n&atilde;o quer derrotar a reforma da Previd&ecirc;ncia e quer recompor com setores da burguesia como Eduardo Paes e o PMDB carioca. Quer desgastar o governo, mas atua para que a dire&ccedil;&atilde;o do PT e a CUT n&atilde;o sejam consequentes na luta para barrar a reforma. Como parte disso, os governos do Piaui e do Cear&aacute; &ndash; governados pelo PT &ndash; aprovaram planos de ajuste similares ao que Temer exige para toda a sua base. No caso mineiro, Pimentel est&aacute; no governo com o PMDB e anunciou a venda do circuito das &Aacute;guas, no sul de Minas.</p>\n<p>Lula utilizou da palavra no ato da Paulista para demonstrar que quer pactuar para voltar em 2018, despotencializando a presente luta contra a reforma, jogando o desgaste do governo para retomar sua estrat&eacute;gia cl&aacute;ssica: &ldquo;Feliz Lula 2018&rdquo;. Esse &eacute; um obst&aacute;culo a ser superado, n&atilde;o se pode ter ilus&otilde;es. Uma coisa &eacute; apelar &ndash; corretamente &ndash; &agrave; unidade em defesa dos direitos da classe trabalhadora, outra &eacute; aceitar a estrat&eacute;gia lulista de submeter os interesses gerais dos trabalhadores brasileiros &agrave; sua defesa como candidato, num momento onde est&aacute; sob fogo cerrado da nova lista de acusados na dela&ccedil;&atilde;o da Odebrecth. Lula quer usar o movimento social para sustentar sua posi&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o para defender os direitos do povo que come&ccedil;a a sair &agrave; rua para lutar.</p>\n<p>Isso explica porque a crise social n&atilde;o desborda os planos do governo, apesar da resist&ecirc;ncia ascendente de setores como o funcionalismo p&uacute;blico de v&aacute;rios estados e munic&iacute;pios.</p>\n<h3><strong>A corrup&ccedil;&atilde;o atinge toda a Casta</strong></h3>\n<p>A lista Janot atualizou as defini&ccedil;&otilde;es sobre os corruptos no pa&iacute;s. Aparecem nela boa parte dos principais dirigentes da Casta. A come&ccedil;ar pelo governo de Temer, que tem cinco &ldquo;not&aacute;veis&rdquo; na famosa lista: Padilha, Moreira &ldquo;Angor&aacute;&rdquo; Franco, Kassab, Bruno Ara&uacute;jo e Aloysio. O PSDB atua desesperadamente para salvar seus caciques pol&iacute;ticos, tentando diferenciar o caixa dois para as campanhas e a corrup&ccedil;&atilde;o. Correm o risco de ficar sem candidato &agrave; presid&ecirc;ncia, ou ter que recorrer ao novato D&oacute;ria, visto que Alckmin e A&eacute;cio est&atilde;o implicados. Uma opera&ccedil;&atilde;o no Congresso tenta salvar o sistema pol&iacute;tico, mudando as leis para garantir que as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais possam ocorrer em 2018 sem maiores traumas.</p>\n<p>Dez governadores, entre eles Pez&atilde;o e Pimentel est&atilde;o entre os citados no documento que aguarda o parecer de Fachin.</p>\n<p>Nas hostes petistas a situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; menos dram&aacute;tica. O lulismo n&atilde;o faz autocr&iacute;ticas ou aceita qualquer coisa que se assemelhe &agrave; refunda&ccedil;&atilde;o do partido. Ao contr&aacute;rio, a candidatura de Lula &agrave; presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica e qui&ccedil;&aacute; tamb&eacute;m &agrave; presid&ecirc;ncia do partido &eacute; a garantia de que nada de novo vir&aacute; deste campo.</p>\n<p>A nomea&ccedil;&atilde;o de Alexandre de Moraes, resultado do tr&aacute;gico epis&oacute;dio da morte de Teori Zavascki, &eacute; parte dessa opera&ccedil;&atilde;o abafa, chefiada por Gilmar Mendes para &ldquo;estancar a sangria&rdquo;.</p>\n<p>Existe uma rela&ccedil;&atilde;o intr&iacute;nseca entre a corrup&ccedil;&atilde;o e os chefes do ajuste. Essa rela&ccedil;&atilde;o vai para al&eacute;m do Brasil, como estamos notando no que significou a expans&atilde;o da OLJ na Am&eacute;rica Latina, onde os governantes de Argentina, Peru, e de v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Central est&atilde;o diretamente implicados nos mega esquemas para a expans&atilde;o dos interesses das grandes empreiteiras brasileiras.</p>\n<p>Gilmar Mendes, Rodrigo Maia e a c&uacute;pula governista discutem como aprovar o ajuste, promover uma reforma pol&iacute;tica que mantenha a impunidade, al&eacute;m de tentar tirar o PSOL e a esquerda da disputa. Na calada da noite, Maia opera com Mendes a volta do debate da anistia ao caixa 2. Um verdadeiro esc&aacute;rnio.</p>\n<h3><strong>&Eacute; preciso apoiar as lutas rumo a Greve Geral</strong></h3>\n<p>Para que possamos disputar uma linha que leve a classe &agrave; vit&oacute;ria, &eacute; preciso fortalecer uma linha pol&iacute;tica clara de unidade na luta contra as reformas de Temer, para dar continuidade ao que foi dia 15 de mar&ccedil;o. O dia 8 j&aacute; demonstrou, com as mulheres na vanguarda, o potencial de luta da classe trabalhadora e da juventude diante dos ataques. O dia 15 colocou a chance de massificar essa luta. O exemplo das categorias que est&atilde;o paralisando, como os metrovi&aacute;rios de S&atilde;o Paulo, nos apontam o caminho. O sindicato dos metrovi&aacute;rios, refer&ecirc;ncia da esquerda e do sindicalismo classista, cumpriu um papel determinante na paralisa&ccedil;&atilde;o. Os professores de todo o pa&iacute;s s&atilde;o a linha de frente na resist&ecirc;ncia contra o ajuste, contra a reforma e o governo Temer.</p>\n<p>&Eacute; preciso forjar uma unidade com todos os setores que lutam: o exemplo da vit&oacute;ria da greve de Florian&oacute;polis, onde os dirigentes sindicais &ndash; o sindicato &eacute; outro exemplo de combatividade &ndash; atuaram lado a lado com os vereadores do PSOL, com a ida de Luciana Genro para apoiar os servidores e a dire&ccedil;&atilde;o decidida do sindicato combativo, deve nos entusiasmar. O exemplo da resist&ecirc;ncia do MTST na ocupa&ccedil;&atilde;o da Paulista, que teve como desfecho a garantia de moradias populares. &Eacute; preciso somar for&ccedil;as e unificar as lutas para construir uma verdadeira greve geral no pa&iacute;s.</p>\n<p>Uma greve geral que precisa ser prepara com anteced&ecirc;ncia, com democracia de base, comit&ecirc;s por local de trabalho e bairro, com assembleias de trabalhadores. Com um amplo esclarecimento a toda popula&ccedil;&atilde;o, buscando chegar nas camadas mais profundas do povo, explicando a necessidade de parar, disputando a narrativa da reforma e condenando o corrupto governo Temer.</p>\n<p>Cabe &agrave;s bases sindicais e populares, com o peso que a esquerda tem, exigir das grandes centrais que coloquem data &agrave; greve geral para derrotar a reforma e dar continuidade &agrave; luta contra o ajuste dos governos e do congresso.</p>\n<h3><strong>Construir uma alternativa de esquerda de verdade, um polo pol&iacute;tico com o PSOL de cara pr&oacute;pria</strong></h3>\n<p>Se Lula est&aacute; buscando cavalgar na mobiliza&ccedil;&atilde;o para fazer sua pr&oacute;pria campanha, n&oacute;s precisamos ir al&eacute;m da den&uacute;ncia de seu nefasto papel de fiador da alian&ccedil;a com os bancos e da &uacute;ltima grande reforma previdenci&aacute;ria que retirou direitos. Ali&aacute;s essa reforma que o levou a expulsar do PT Bab&aacute;, Luciana e Heloisa Helena, que estavam entre os fundadores do PSOL.</p>\n<p>Precisamos construir outro caminho. O PSOL deve abrir imediatamente o debate sobre sua pr&oacute;xima candidatura &agrave; presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica. Desde 2006, quando HH obteve 7% dos votos, n&atilde;o conseguimos emplacar um nome com apelo de massas. Em 2010 Pl&iacute;nio foi uma candidatura de brava resist&ecirc;ncia. Em 2014, Luciana Genro, escolhida candidata &agrave;s v&eacute;speras do in&iacute;cio da campanha, foi um acerto que possibilitou que o PSOL expressasse as demandas de junho de 2013, canalizando tamb&eacute;m a onda feminista que varre o Brasil e o mundo.</p>\n<p>A disputa de 2018 &eacute; central. Precisamos ultrapassar a cl&aacute;usula de barreira e abrir um novo ciclo de uma nova esquerda no pa&iacute;s.</p>\n<p>Queremos construir um nome unit&aacute;rio, capaz de coesionar n&atilde;o apenas o PSOL, mas o conjunto das for&ccedil;as de esquerda nesse momento. Um nome que represente a experi&ecirc;ncia da regional do PSOL que mais for&ccedil;a expressou nos &uacute;ltimos anos. Temos certeza que este nome &eacute; o de Marcelo Freixo. Em junho de 2013 o Rio reuniu 1 milh&atilde;o nas ruas, a maioria jovens que, no ano anterior, em 2012, constru&iacute;ram a Primavera Carioca, dando a Freixo um milh&atilde;o de votos. O Rio derrotou Cabral em 2011, com a greve dos bombeiros. Foi no Rio, em 2016, que o PSOL foi para o segundo turno. &Eacute; l&aacute; que, j&aacute; em 1998, o PT fracassou porque Lula apoiou Garotinho contra Vladimir Palmeira. O Rio j&aacute; mostrou que o PMDB &eacute; Cabral, Temer e Lava Jato. Mostrou que &eacute; preciso uma esquerda coerente. Ent&atilde;o &eacute; preciso se postular. Freixo seria o melhor nome para o PSOL e para toda a esquerda.</p>\n<p>&Eacute; verdade que Freixo enfrenta problemas de seguran&ccedil;a, fruto da sua atua&ccedil;&atilde;o destemida contra as mil&iacute;cias. &Eacute; preciso exigir do Estado que Freixo continue tendo seguran&ccedil;a, ou assegurar que o partido ponha os recursos do fundo partid&aacute;rio para garanti-la. Estamos jogados para garantir essa hip&oacute;tese.</p>\n<p>Se a chamada extrema esquerda n&atilde;o apresenta seu nome mais forte, deixa o espa&ccedil;o para a extrema direita. Bolsonaro que o diga. N&atilde;o &eacute; &agrave; toa que seja no Rio de Janeiro que os nomes sejam mais fortes tanto em um quanto em outro espectro pol&iacute;tico.</p>\n<p>Queremos acelerar esse debate, de nome e de programa. Reafirmamos que Luciana segue com seu nome &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o do partido. Luciana pode ser candidata a v&aacute;rios cargos, mas a decis&atilde;o pol&iacute;tica do MES e dela pr&oacute;pria &eacute; ajudar o partido a ter um nome forte (dentro dos nossos par&acirc;metros) para a disputa presidencial. Luciana demonstrou, em 2014, sua qualidade de debate para expressar um programa anticapitalista e que canalize tamb&eacute;m a luta contra o machismo, a LGBTfobia e as opress&otilde;es. Al&eacute;m disso, &eacute; fundadora do partido. Vale resgatar a resolu&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o que a Executiva Nacional do PSOL votou de forma un&acirc;nime &agrave; &eacute;poca como parte de um esfor&ccedil;o de unificar todo o Partido:</p>\n<blockquote>\n<p>Assim, nossa chapa expressou um importante ac&uacute;mulo nos movimentos sociais mais din&acirc;micos da conjuntura ap&oacute;s as jornadas de junho. Estivemos junto com o MTST, MLB, Brigadas Populares, entre outros movimentos de moradia. Nossa campanha empalmou com a luta da comunidade LGBT, mobilizando esse setor ao redor da linha &ldquo;por mais direitos&rdquo;. Recebemos apoios de intelectuais e da opini&atilde;o p&uacute;blica contempor&acirc;nea, como Greg&oacute;rio Duvivier, M&aacute;rcia Tiburi, Marina Lima, blogueiros e blogueiras da esquerda. A juventude realizou eventos de grande impacto, &ldquo;viralizando&rdquo; a campanha nas ruas e nas redes.</p>\n</blockquote>\n<p>&Eacute; preciso dizer ao povo: &eacute; verdade, esta democracia est&aacute; podre, &eacute; dominada pelos milion&aacute;rios. Mas a sa&iacute;da n&atilde;o &eacute; o fim da democracia, a intoler&acirc;ncia e a repress&atilde;o . A sa&iacute;da &eacute; democracia real, auto-organiza&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores, da juventude, das mulheres, da comunidade LGBT, dos negros e negras, fortalecendo a luta por direitos, contra o preconceito e a opress&atilde;o. A sa&iacute;da &eacute; n&atilde;o aceitar que os milion&aacute;rios e a casta pol&iacute;tica sigam governando a favor de si pr&oacute;prios e contra a maioria do povo.</p>\n<p>Queremos acelerar o debate da alternativa pol&iacute;tica para construir um polo alternativo &agrave; casta, com um amplo debate program&aacute;tico para que se possa ajudar a livrar o pa&iacute;s da cat&aacute;strofe social a que o governo ileg&iacute;timo de Temer est&aacute; nos levando.</p>\n<p>Essa &eacute; nossa responsabilidade, responsabilidade do PSOL e de todos os agentes que atuam pela esquerda.</p>\n</div>","fields":{"slug":"blog/construir-a-greve-geral-para-resistir-a-temer/"},"frontmatter":{"categories":["MES","reforma trabalhista"],"publish_date":"2017-03-15T20:04:53.000Z","title":"Construir a greve geral para resistir a Temer: uma alternativa de esquerda de verdade","description":"Nota de março do Secretariado do Movimento Esquerda Socialista a respeito das lutas contra a reforma da previdência e os ataques de Temer.","featured_image":{"childImageSharp":{"fluid":{"base64":"data:image/jpeg;base64,/9j/2wBDABALDA4MChAODQ4SERATGCgaGBYWGDEjJR0oOjM9PDkzODdASFxOQERXRTc4UG1RV19iZ2hnPk1xeXBkeFxlZ2P/2wBDARESEhgVGC8aGi9jQjhCY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2NjY2P/wgARCAALABQDASIAAhEBAxEB/8QAGAAAAwEBAAAAAAAAAAAAAAAAAAMEAQL/xAAXAQADAQAAAAAAAAAAAAAAAAAAAQID/9oADAMBAAIQAxAAAAGTeV6SwoEf/8QAGhAAAgIDAAAAAAAAAAAAAAAAAAIhMQERQf/aAAgBAQABBQLcYYs4ttB//8QAFxEAAwEAAAAAAAAAAAAAAAAAAAESE//aAAgBAwEBPwGEZo//xAAXEQADAQAAAAAAAAAAAAAAAAAAARMC/9oACAECAQE/AaaKs//EABkQAAIDAQAAAAAAAAAAAAAAAAAhARARMf/aAAgBAQAGPwJSdvBH/8QAGxABAAICAwAAAAAAAAAAAAAAAQARITFRcYH/2gAIAQEAAT8hE2d7i3tEsu4uc8XEVwwKn//aAAwDAQACAAMAAAAQJP8A/8QAFxEBAAMAAAAAAAAAAAAAAAAAARARIf/aAAgBAwEBPxCl0j//xAAWEQEBAQAAAAAAAAAAAAAAAAABAFH/2gAIAQIBAT8QEFGMr//EABkQAAMBAQEAAAAAAAAAAAAAAAERIQAxQf/aAAgBAQABPxBIAE0ylv4UHcKJaYmICBWc8xktponDJFCW/9k=","aspectRatio":1.7518248175182483,"src":"/static/a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e/a6352/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal.jpg","srcSet":"/static/a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e/40426/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal.jpg 240w,\n/static/a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e/9104c/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal.jpg 480w,\n/static/a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e/a6352/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal.jpg 960w,\n/static/a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e/c6ea7/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal.jpg 980w","sizes":"(max-width: 960px) 100vw, 960px"},"og":{"src":"/static/1493375909_677524_1493420726_noticia_normal-a92ba33556ef2051f977b57dc2bfa94e.jpg","width":980,"height":559}}},"keywords_string":"MES movimento esquerda socialista PSOL fora temer direitos conjuntura crise"}}},"pageContext":{"slug":"blog/construir-a-greve-geral-para-resistir-a-temer/"}},"staticQueryHashes":["1507539293","2242502613"]}