Sâmia Bomfim

Meio ambiente

Meio ambiente

Três anos depois do rompimento da barragem de lama em Mariana, os brasileiros foram assolados por uma tragédia ainda pior, causada novamente pela Vale, dessa vez em Brumadinho. Centenas de pessoas além de todo o ecossistema que habitava nos rios afetados foram assassinados por um modelo econômico atrasado que perpetua o caráter dependente da nossa economia. O Governo Bolsonaro piora esse cenário: emprega condenados por crimes ambientais, se autodeclara inimigo de ambientalistas e quer avançar o trator sobre todo o nosso patrimônio natural. A construção de uma nova matriz econômica centrada no bem estar dos seres humanos e animais, e não na valorização do capital, é fundamental para salvar o planeta de um colapso ambiental.

Programa que Sâmia defendeu na eleição

Muitos poderosos fingem não saber, mas estamos a beira de um colapso ambiental. O sistema capitalista baseado na exploração desenfreada das pessoas e do meio ambiente vem mostrando que pode nos levar não apenas a miséria, crises e guerras, mas à destruição completa de nosso habitat. A prova mais evidente disso é o aquecimento global, que ameaça a existência da espécie humana. Vivemos não apenas crise econômica no mundo, mas uma crise ambiental.

No Brasil, o maior vilão do meio ambiente é o agronegócio representado na Câmara Federal pela bancada ruralista. Esse setor é o responsável direto pelo desmatamento, que é o maior agente causador do aquecimento global do Brasil – situação que piorou ainda mais com o novo código florestal. Além disso, eles espalham agrotóxicos que contaminam o solo, as águas e até a nossa comida - e ainda querem ampliar mais ainda a permissão para botar esse veneno na nossa mesa. Como se não bastasse, exterminam as populações indígenas e quilombolas e invadem suas terras. Em Brasília, nós queremos enfrentar essa bancada que vem contando com o apoio de todos os últimos governos!

Mas infelizmente esse não é o nosso único problema. Usinas hidrelétricas, como a de Belo Monte, alagaram enormes porções de terra, deixando milhares de ribeirinhos e populações tradicionais sem terra, além de um gigantesco impacto ambiental. A mineração espalha metais pesados e outros poluentes nas águas além de corroer áreas imensas do solo. O novo código da mineração visa derrubar todos os entraves dessa atividade. A consequência disso nós vimos na tragédia de Mariana, causada, aliás, pela Vale e pela Samarco, que antes eram empresas estatais. A entrega de nossas estatais e matérias primas para o capital estrangeiro agrava os nossos problemas ambientais e aumenta o risco de que desastres como aqueles se repitam.

A população urbana também sente cotidianamente as consequências do descaso com o meio ambiente. Somente na cidade de São Paulo, 11 mil pessoas morrem todos os anos vítimas da poluição do ar – mais do que com acidentes de trânsito, aids e câncer de mama. Quatro anos depois da grave crise hídrica em São Paulo, o estado encontra-se novamente prestes ao colapso no abastecimento de água. Vale lembrar inclusive que um quinto dos brasileiros não tem acesso a água potável todos os dias. Além disso, quase a metade da população brasileira não tem acesso a saneamento básico.

Por isso nós lutamos para definitivamente universalizar o acesso a água limpa e saneamento básico. Queremos também a revogação do código florestal, do código de mineração e das novas leis de licenciamento ambiental que liberam a poluição e o desmatamento. Defendemos que os alimentos orgânicos produzidos pelos pequenos agricultores prevaleçam sobre os venenos e tratores do agronegócio. Nesse sentido, defendemos também a demarcação e preservação das terras indígenas e quilombolas. Por fim, defendemos a reestruturação de nossa matriz energética, substituindo as hidrelétricas e combustíveis fósseis pela energia solar, eólica e do movimento de marés.

O que Sâmia defende na Câmara Federal

  • Reestruturação da matriz energética brasileira em favor das energias solar, eólica e maremotriz.
  • Valorização dos pequenos produtores de alimentos orgânicos como alternativa ao agronegócio.
  • Reforma Agrária.
  • Universalização do acesso ao saneamento básico e a água potável.
  • Revogação do código florestal e do código de mineração.
  • Pela defesa das terras indígenas, quilombolas e áreas de preservação.
  • Não ao “Projeto de Lei do Veneno” (PL 6.299/2002).
  • Não à Nova Lei do Licenciamento Ambiental de Rodrigo Maia (PL 3729/04).

O que Sâmia fez na Câmara Municipal de São Paulo

  • PL 805/2017 (coautoria) que cria o Parque do Bixiga.
  • PL 99/2018 (coautoria) que proíbe os canudos de plástico.
  • Destinou emenda para a Cooperativa das Catadoras da Granja Julieta.
  • Atuou em defesa da demarcação da terra indígena guarani no Jaraguá.