Em ato do 1º de Maio, Sâmia defende fim da escala 6×1: “é na rua que vamos arrancar nossas conquistas”

Deputada esteve na Praça Roosevelt, onde trabalhadores, movimentos populares e lideranças políticas defenderam a redução da jornada e criticaram ataques do Congresso

5 maio 2026, 15:58 Tempo de leitura: 2 minutos, 53 segundos
Em ato do 1º de Maio, Sâmia defende fim da escala 6×1: “é na rua que vamos arrancar nossas conquistas”

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) participou do ato de 1º de Maio realizado na última sexta, no centro da capital paulista. Convocada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), em conjunto com outras organizações sindicais e movimentos populares, a mobilização reuniu trabalhadores de diversas categorias, ativistas e parlamentares em defesa do fim da escala 6×1, da redução da jornada sem corte salarial e contra a precarização das relações de trabalho.

O ato também contou com a participação de movimentos como o Vida Além do Trabalho (VAT), que vem impulsionando nacionalmente a campanha pela mudança na jornada. Faixas, cartazes e palavras de ordem tomaram a Praça Roosevelt com críticas ao Congresso Nacional, à resistência de setores empresariais às pautas trabalhistas e às recentes medidas aprovadas pelo Parlamento consideradas prejudiciais aos trabalhadores.

Durante seu discurso no carro de som, Sâmia afirmou que os direitos da classe trabalhadora historicamente foram conquistados por meio da mobilização popular. “A rua é nossa, e é na rua que nós vamos arrancar as nossas conquistas”, declarou. Para a deputada, o momento exige ampliar a pressão social pela aprovação da proposta que reduz a jornada. “Agora nós precisamos ir para a ofensiva, construindo uma jornada de lutas até arrancar com as nossas próprias mãos o fim da escala seis por um”, completou.

A manifestação também foi marcada por críticas à derrubada do veto presidencial ao chamado projeto da dosimetria, relacionado às penas dos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Lideranças presentes associaram a decisão a uma tentativa de relativizar ataques à democracia e aproximaram o debate da necessidade de derrotar setores da extrema direita no país.

Enfrentamento ao Congresso e pressão popular

Sâmia defendeu ainda que a pressão popular será decisiva para impedir retrocessos e garantir avanços nas pautas trabalhistas. A parlamentar criticou propostas articuladas por setores da direita para modificar o debate sobre a redução da jornada: “Nós queremos o fim da escala 6×1 sem transição, sem bolsa empresário e sem espaço para manobras que tentem criar uma minirreforma trabalhista.

No discurso, a deputada apontou a composição social do Congresso Nacional como um obstáculo às pautas populares. “Somente 7% do Congresso Nacional é composto de trabalhadores e trabalhadoras. O restante é formado por representantes do grande empresariado, que ano após ano aprovam projetos contra o povo”, disse.

Sâmia também relacionou a mobilização trabalhista ao enfrentamento político da extrema direita. “Nós já demos exemplos de que é possível derrotar o Congresso quando existe mobilização popular. E agora vamos mostrar novamente a força da classe trabalhadora brasileira”, afirmou.

Jornada de lutas

Além da participação na manifestação da manhã, o mandato de Sâmia também impulsionou uma plenária realizada na sede do Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal no Estado de São Paulo (Sintrajud), que reuniu movimentos sociais, organizações políticas e trabalhadores de diferentes categorias para discutir os próximos passos da mobilização pelo fim da escala 6×1.

A atividade debateu a construção de uma jornada nacional de lutas em defesa da redução da jornada de trabalho e da ampliação dos direitos trabalhistas, com articulação entre entidades sindicais, movimentos populares e setores da juventude.

Fotos: Léo Utida/ASCOM-Sâmia Bomfim