Sâmia Bomfim pede reforço nacional dos estoques de vacinas contra a mpox
Em ofício ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deputada alerta para o aumento de casos no Rio de Janeiro, no Distrito Federal e em São Paulo
5 nov 2026, 15:57 Tempo de leitura: 2 minutos, 19 segundos
A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) enviou nesta quinta-feira (5) um ofício ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, solicitando o reforço nacional dos estoques de vacinas contra a mpox. A parlamentar alerta para o aumento recente de casos confirmados no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, além da tendência de crescimento registrada em São Paulo, e defende a preparação antecipada da rede pública de saúde para conter a disseminação do vírus.
No documento, Sâmia manifesta preocupação com o avanço das contaminações e solicita que o Ministério da Saúde “reforce nacionalmente os estoques de vacinas mpox”, de modo a preparar preventivamente o sistema público de saúde. A deputada destaca a intensa circulação de pessoas nas três localidades.
Na cidade de São Paulo, o boletim epidemiológico da Prefeitura, com dados atualizados até 29 de outubro de 2026, contabiliza 172 casos confirmados. A série histórica mostra crescimento no número de confirmações por mês de início dos sintomas: foram 13 casos em agosto, 20 em setembro e 25 em outubro.
No Rio de Janeiro, dados da Secretaria estadual de Saúde apontam 269 registros da doença até 2 de novembro. Em todo o ano de 2025, foram contabilizados 119 casos. Já no Distrito Federal, a Secretaria de Saúde registrava 23 casos confirmados até 4 de novembro, oito deles somente em outubro.
“Qualquer pessoa pode se infectar”
Sâmia defende uma atuação coordenada do Ministério da Saúde e um planejamento nacional para ampliar a disponibilidade de vacinas. “Tendo em vista a intensa circulação diária de pessoas na Capital paulista, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, vindas de todas as partes do Brasil e do mundo, a preocupação é ainda mais justificada”, ressaltou a deputada no documento.
Embora a vacinação seja destinada a grupos com maior risco de evolução para formas graves da doença — entre eles, pessoas que vivem com HIV/aids e apresentam imunossupressão —, Sâmia defende a elaboração de um plano de ampliação da imunização. “Qualquer pessoa pode se infectar. O quadro tende a se agravar em pessoas imunossuprimidas, crianças e gestantes”, alertou.
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões e secreções de pessoas infectadas, inclusive durante relações sexuais, ou pelo contato com objetos contaminados, como toalhas e roupas de cama. Entre os sintomas mais comuns estão febre, dores no corpo, gânglios inchados e lesões na pele. As medidas de prevenção incluem lavar as mãos, evitar contato com lesões suspeitas, não compartilhar objetos de uso pessoal e procurar uma unidade de saúde ao identificar sintomas.
Foto: Reprodução/Getty Images