Sâmia leva investimentos à USCS e mobiliza debate feminista em São Caetano
Deputada visitou laboratório universitário para qual destinou emendas e participou de atividade que reuniu público contra violência e misoginia
22 abr 2026, 18:35 Tempo de leitura: 2 minutos, 31 segundos
A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) cumpriu agenda em São Caetano do Sul na última sexta (17), com atividades voltadas à educação, saúde e mobilização social. Ao lado da vereadora Bruna Biondi, também do PSOL, a parlamentar visitou a Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) e participou de um debate feminista que reuniu centenas de pessoas para discutir o enfrentamento à violência contra as mulheres e o avanço de discursos misóginos.
Na universidade, Sâmia conheceu o Laboratório de Análise Ambiental do Projeto IPH, que será ampliado com recursos destinados por seu mandato. A deputada indicou uma emenda R$ 200 mil do Orçamento da União para estruturação e custeio do espaço, ligado à Escola de Saúde da instituição. A iniciativa busca fortalecer pesquisas sobre poluentes hídricos e ampliar a capacidade de análise ambiental na região.
Além do investimento já destinado, a parlamentar afirmou que o mandato também trabalha para atender demandas da área da saúde no município, com foco em políticas de saúde mental e no fortalecimento dos serviços locais.

Mobilização feminista e enfrentamento à violência
À noite, Sâmia participou do “Boteco Feminista”, atividade promovida por Bruna Biondi – que encabeça o mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos – também com as presenças da comunicadora Carolline Sardá e da militante do coletivo Juntos!, Thayssa Gomes. O encontro debateu o avanço de discursos misóginos associados ao chamado movimento “redpill” e as estratégias de organização feminista para enfrentá-los.
Durante a roda de conversa, Sâmia destacou a necessidade de encarar a violência de gênero como um problema coletivo e evitável. “O feminicídio é uma morte evitável, e a gente ter noção dessa ideia é tão importante, porque mostra que todos nós somos parte de tentar evitar que essa tragédia aconteça”, afirmou. Segundo ela, esse tipo de crime é o ponto extremo de uma sequência de violências que precisam ser combatidas desde a raiz.
As participantes também abordaram a relação entre desigualdade social e violência. Sardá criticou a narrativa que responsabiliza as mulheres por problemas estruturais. “Eles culpam as mulheres por situações que, na verdade, são fruto do sistema econômico em que a gente vive”, disse.
Já Thayssa reforçou a importância da organização coletiva: “Não é natural que as mulheres estejam sendo assassinadas por aquelas pessoas que juram amor até a morte. Para mudar essa realidade, é necessário organização”. Bruna, por sua vez, destacou o papel das políticas públicas: “Sem investimento, não conseguimos garantir a aplicação de medidas de proteção às mulheres”.
Após o encontro, a vereadora celebrou a mobilização. Segundo ela, a atividade reuniu centenas de pessoas e reforçou a importância da articulação coletiva. “A saída é coletiva e feminista”, afirmou.

Fotos: Rebeca Meyer/ASCOM-Sâmia Bomfim