Deputada Sâmia participa de ato em apoio à greve da educação municipal de São Paulo

Por reajuste digno e melhores condições de trabalho, servidores se reúnem em frente à Prefeitura e decidem paralisar após proposta de Nunes abaixo da inflação

30 abr 2026, 16:57 Tempo de leitura: 1 minuto, 57 segundos
Deputada Sâmia participa de ato em apoio à greve da educação municipal de São Paulo

Nesta terça (28), trabalhadores da educação municipal de São Paulo se reuniram em frente à Prefeitura para uma assembleia que contou com a presença de diversas lideranças, entre elas, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP). Durante o ato, a categoria decidiu iniciar uma greve por tempo indeterminado após o prefeito Ricardo Nunes apresentar uma proposta de reajuste considerada insuficiente.

Ao lado dos educadores, a parlamentar destacou a importância da mobilização e manifestou apoio à paralisação.

“Depois de uma proposta absurda da prefeitura de um reajuste menor que a inflação, os servidores votaram e decidiram pela greve. Todo meu apoio à luta, os profissionais da educação merecem respeito e condições dignas de trabalho”

– afirmou Sâmia

A proposta da prefeitura prevê reajuste de 3,5% parcelado entre 2026 e 2027, índice abaixo da inflação do período. Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (SINPEEM), esse índice representa perda salarial e aprofunda um cenário já marcado por sobrecarga e precarização.

Mais que salário, contra a precarização

Durante o ato, Sâmia ressaltou que a greve vai além da pauta salarial. “É por um reajuste digno, mas também por condições de trabalho, estrutura, respeito e pelo direito à educação das nossas crianças e adolescentes”, disse a deputada.

Educadores presentes relataram um cotidiano de exaustão e falta de estrutura nas escolas. “Nem terminou abril e a gente já está extremamente cansado. Isso faz parte de um projeto que piora as condições para justificar a terceirização”, apontou uma professora, integrante do Coletivo Levante da Educação.

Os trabalhadores também destacaram que a falta de valorização impacta diretamente a qualidade do ensino. Sem investimento e condições adequadas, o funcionamento das escolas e o aprendizado dos estudantes ficam comprometidos.

Ao final da assembleia, a categoria reforçou a necessidade de ampliar a mobilização nas escolas e nas ruas. Um novo ato já está convocado para o dia 6 de maio, em frente à Secretaria Municipal de Educação.

Para Sâmia, o movimento expressa a defesa de um direito essencial:

“Defender quem ensina é defender o futuro das nossas crianças. Não há educação de qualidade sem valorização dos trabalhadores”

Fotos: Léo Utida/ASCOM-Sâmia Bomfim