Deputada Sâmia cobra governo de SP sobre fim antecipado de mostra “Funk” no Museu da Língua Portuguesa

Parlamentar indaga autoridades e coloca mandato à disposição caso o equipamento cultural esteja sofrendo "pressão típica de censura ideológica"

6 jun 2026, 15:08 Tempo de leitura: 1 minuto, 22 segundos
Deputada Sâmia cobra governo de SP sobre fim antecipado de mostra “Funk” no Museu da Língua Portuguesa

Publicado originalmente pela coluna Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo

A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) encaminhou ofícios à Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo e ao Conselho de Administração da IDBrasil, organização social responsável pela gestão do Museu da Língua Portuguesa, solicitando informações sobre o encerramento precoce da mostra “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”.

A parlamentar indaga às autoridades o motivo da antecipação do fim da exposição e diz colocar o mandato à disposição do museu caso o equipamento cultural esteja sofrendo “pressão típica de censura ideológica”.

A exposição foi encerrada em 31 de maio, apesar de estar prevista para permanecer em cartaz até agosto. Sâmia menciona manifestações da curadora Renata Prado, que classificou a decisão como “um ato de censura” ocorrido “após a pressão pública exercida por agentes políticos da extrema direita”.

À Folha, o Museu da Língua Portuguesa afirmou que encerrou a exposição para realizar a montagem de duas novas mostras. Além disso, afirma que o projeto ficou em cartaz por seis meses, tempo médio de exibição das mostras temporárias da instituição. Procurado, o governo do Estado não respondeu até a publicação desta reportagem.

A deputada reproduz nos ofícios trechos da carta aberta divulgada pela curadora. Segundo o documento publicado por Prado nas redes sociais, a mostra recebeu cerca de 180 mil visitantes ao longo de seis meses e se tornou uma das mais visitadas da história recente do museu.

Foto: Wesley Sabino