Sâmia Bomfim

  • Educação

Bolsonaro quer acabar com a pesquisa no Brasil

Reitoria de pós-graduação da USP afirma que repasses de verba estão atrasados.

A irresponsabilidade do governo Bolsonaro com a pesquisa está passando dos limites. A reitoria de pós-graduação da USP divulgou, nesta quarta-feira,8, uma nota afirmando que está preocupada, porque alguns sistemas de verbas não foram abertos, como estava previsto, e algumas bolsas que contavam como disponíveis foram zeradas. Ou seja, o governo federal não repassou a verba para a universidade.

A USP é a maior universidade pública do Brasil e produz pesquisas sobre diversas áreas. Só que para fazer pesquisa é necessário arcar com os custos do estudo e dos pesquisadores, que, na maioria das vezes, precisam dedicar-se integralmente à ciência.

É provável que Bolsonaro e equipe não saibam, mas fazer pesquisa é um trabalho. E é isso que as universidades públicas brasileiras fazem. Aliás, o Conselho de Reitores da Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) divulgou uma nota, no começo desta semana, para lembrar o presidente que “95% da produção científica brasileira é feita em universidades públicas, federais ou estaduais, e por institutos de pesquisa”.

Portanto, a ciência no Brasil não é feito pela iniciativa privada, como afirmou Bolsonaro para tentar justificar o desmonte das universidades e institutos federais, que ele e e seus ministros estão promovendo no Brasil. É inacreditável que isso esteja acontecendo. Um país sem pesquisa é um corpo sem cérebro, sem relevância científica no cenário global. Ao cortar a verba de pesquisa, o governo Bolsonaro não vai acabar só com as outras universidades públicas, ele vai contribuir para acabar, ainda mais, com o País.

Este é o podcast da Sâmia Bomfim, deputada federal pelo PSOL/SP. Aqui conversamos sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça a deputada
Sâmia Bomfim

Sâmia Bomfim tem 30 anos, foi vereadora de São Paulo e, atualmente, é deputada federal pelo PSOL. Elegeu-se com 250 mil votos, sendo a mais votada do partido e a oitava mais votada de todo o estado de São Paulo. Seu mandato jovem e feminista levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar. Ela é linha de frente no enfrentamento do conservadorismo e na oposição aos desmandos do governo Bolsonaro, defendendo sempre a maioria do povo.

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