Sâmia Bomfim

  • Trabalho

Greve de motoristas da Uber denuncia a precarização do trabalho no Brasil

Profissionais fizeram paralisação para exigir reajuste nas taxas e mais segurança.

Motoristas da Uber e de outros aplicativos, como a 99 Táxi, entraram em greve nesta quarta-feira, 08. Os profissionais aderiram à greve mundial e vão parar durante 24 horas. Eles estão exigindo mais segurança, locais regulamentados para estacionar e reajuste no valor das taxas. A situação dos motoristas de Uber é uma triste fotografia da precariedade nas relações de trabalho no Brasil. Gente da laia de Bolsonaro acha que as empresas podem fazer o que quiser com os profissionais, ou seja, demandar que eles trabalharem por horas sem descanso e que assumam os gastos e os riscos da atividade profissional.

Ser uber no Brasil não é ser empreendedor, e o profissionais que aderiram a greve sabem disso. Muita gente começou a trabalhar com isso para tentar sobreviver, mas as condições de trabalho são péssimas. Os motoristas precisam dirigir por horas para poder ter uma renda digna no fim do mês. Mais do que isso: eles arcam com os custos da gasolina, da manutenção, dos estacionamentos, da alimentação e de uma assistência médica.

A Uber – assim como todos esses aplicativos de corrida ou de entrega de comida – também decidem quanto o profissional vai ganhar. Portanto, motoristas e motoboys estão submetidos às regras de uma empresa que não se responsabiliza por nada.

Há um termo muito utilizado nas pesquisas acadêmicas – aquelas que o Bolsonaro repudia – que é: uberização do trabalho. De um forma muito simplificada, a uberização é união de inovações tecnológicas à precarização do trabalho e à eliminação dos diretos e da proteção trabalhista com o aval do Estado.

O termo, no entanto, não se refere só à empresa Uber (apesar de ela condensar todas essas precarizações), mas à situação em que os trabalhadores estão submetidos. Com o desemprego na casa dos 13%, os brasileiros estão sem alternativas, aceitando qualquer tipo de bico/emprego informal pela frente, e abandonados por um governo que, em vez de trabalhar para gerar mais emprego formal, diz que os institutos de pesquisa mentem.

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Sâmia Bomfim

Sâmia Bomfim tem 29 anos, foi vereadora de São Paulo e, atualmente, é deputada federal pelo PSOL. Elegeu-se com 250 mil votos, sendo a mais votada do partido e a oitava mais votada de todo o estado de São Paulo. Seu mandato jovem e feminista levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar. Ela é linha de frente no enfrentamento do conservadorismo e na oposição aos desmandos do governo Bolsonaro, defendendo sempre a maioria do povo.

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