Sâmia Bomfim

  • Segurança pública

No Brasil de Bolsonaro, fuzis valem mais do que vidas

Presidente ignora os dados sobre violência e apoia indústria armamentista.

A imagem de Bolsonaro fazendo propaganda de fuzil é umas das coisas mais tristes e bizarras deste governo, mas também é muito simbólica. Ao assinar o decreto que flexibiliza a posse e o porte de armas no Brasil, Bolsonaro deixa muito claro de que lado está a serviço da indústria armamentista e pouco se importa com o impacto negativo que mais armas trarão à sociedade.

Se antes do decreto só era possível – mediante comprovação de necessidade – adquirir revólveres de calibre 32 e 38 e pistolas de calibre 350, agora, no Brasil de Bolsonaro, qualquer cidadão comum pode ter um fuzil, uma arma usada por militares.

Além disso, o ato irresponsável do presidente da República ignora uma realidade brasileira: a maioria dos assassinatos são cometidos por armas de fogo. De acordo com os últimos dados do Altas da Violência, divulgados em 2018, mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano no Brasil, e 71,1% desses homicídios cometidos com uso de armas de fogo.

O estudo ainda deixa clara a relação de armas de fogo e as mortes violentas, porque mostra que a legislação (vigente à época) que restringia acesso ao armamento era fundamental para que o número de homicídios não fosse ainda maior.

Em vez de se debruçar sobre essas estatísticas e propor políticas públicas capazes de amenizar a brutal realidade brasileira, Bolsonaro escolheu apontar a arma contra o povo.

Este é o podcast da Sâmia Bomfim, deputada federal pelo PSOL/SP. Aqui conversamos sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça a deputada
Sâmia Bomfim

Sâmia Bomfim tem 29 anos, foi vereadora de São Paulo e, atualmente, é deputada federal pelo PSOL. Elegeu-se com 250 mil votos, sendo a mais votada do partido e a oitava mais votada de todo o estado de São Paulo. Seu mandato jovem e feminista levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar. Ela é linha de frente no enfrentamento do conservadorismo e na oposição aos desmandos do governo Bolsonaro, defendendo sempre a maioria do povo.

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