Sâmia Bomfim

  • Saúde

Em defesa do SUS: Hospital Mario Degni está sendo sucateado

Secretário de Covas faz retaliação a médico que denunciou a falta de profissionais da saúde.

O plano de Covas para sucatear o sistema único de saúde segue a todo vapor. O mais recente e triste episódio envolve o Hospital Municipal e Maternidade Profº Mário Degni, que atende a população do Butantã, bairro localizado na zona oeste da capital.

Há tempos, os médicos que compõem corpo clínico do Hospital vêm denunciando a falta de profissionais para compor a equipe médica. Recentemente, eles enviaram uma carta aberta ao secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, para expor a grave situação da unidade de saúde.

Diz a carta: “Estamos atravessando um período de grande desfalque na escala médica, especialmente na área de Tocoginecologia/Obstetrícia e Neonatologia (…). Temos um movimento médio de 200 atendimentos/mês só pela Obstetrícia, além de 200 partos (incluindo partos de alto risco) (…). Diante disso, não temos condições de atender à atual demanda sem que a população e o próprio profissional não estejam em risco (…)”.

Uma prefeitura séria deveria, pelo menos, checar a veracidade de todas as informações e providenciar as devidas melhorias/contratações de mais profissionais. Mas o que o secretário de Covas fez foi retaliar a equipe médica do hospital. O médico Raul Fernandes Marinheiro Jr – reconhecido no meio por sua longa e respeitada trajetória na saúde pública – foi informado que só pode trabalhar no hospital até o fim do mês de setembro, tendo que pedir transferência para outro hospital.

O desmonte na saúde é um projeto nefasto do governo Covas. Intimidar médicos, profissionais e deixar a população vulnerável é uma escolha política que deve ser denunciada e combatida.

Este é o podcast da Sâmia Bomfim, deputada federal pelo PSOL/SP. Aqui conversamos sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça a deputada
Sâmia Bomfim

Sâmia Bomfim tem 29 anos, foi vereadora de São Paulo e, atualmente, é deputada federal pelo PSOL. Elegeu-se com 250 mil votos, sendo a mais votada do partido e a oitava mais votada de todo o estado de São Paulo. Seu mandato jovem e feminista levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar. Ela é linha de frente no enfrentamento do conservadorismo e na oposição aos desmandos do governo Bolsonaro, defendendo sempre a maioria do povo.

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