Sâmia Bomfim

  • Saúde

Outubro Rosa: só luzes e fitas coloridas não resolvem

Mais de 70% da população brasileira depende do SUS, que segue sendo sucateado pelo Governo Federal.

A campanha Outubro Rosa é muito importante! Não faltam estudos para comprovar que o câncer descoberto em fase inicial tem muito mais chances de cura. Isso é indiscutível, e, diferentemente de Bolsonaro, nós acreditamos na pesquisa e na ciência.

No entanto, não adianta só conscientizar a população sobre a necessidade de fazer exames regularmente. O Governo tem que dar condições para que as pessoas possam – vejam só – fazer os exames! Em outras palavras, não dá para o Governo querer que os brasileiros se curem de um câncer desmontando o Sistema Único de Saúde (SUS).

Mais de 70% da população brasileira depende do SUS. E dados do próprio Ministério da Saúde mostram que o número de leitos diminuiu 12,7%, nos últimos dez anos. Isso, infelizmente, é só a ponta do iceberg de um sistema que está mergulhado num mar de dificuldades financeiras, com fechamento de unidades por falta de verba para contratar profissionais e materiais de saúde.

No Brasil de Bolsonaro, quem consegue fazer um tratamento de câncer de qualidade na rede pública é minoria. Voltando ao câncer de mama – temática do Outubro Rosa: dados do Instituto Nacional de Câncer mostram que são descobertos 60 mil casos todos os anos, no Brasil. Infelizmente, muitas dessas mulheres não conseguirão sequer fazer os exames necessários para iniciar um tratamento quimioterápico ou fazer cirurgia, por exemplo, correndo o risco de morrer na fila de espera.

É por isso que lutamos tanto pelo SUS e pelo fortalecimento da saúde pública no Brasil. A vida real exige mais do que campanha e palavras bonitas de incentivo. É preciso investimento público e saúde de qualidade para todos o brasileiros.

Este é o podcast da Sâmia Bomfim, deputada federal pelo PSOL/SP. Aqui conversamos sobre os principais acontecimentos do Brasil e do mundo.

Conheça a deputada
Sâmia Bomfim

Sâmia Bomfim tem 29 anos, foi vereadora de São Paulo e, atualmente, é deputada federal pelo PSOL. Elegeu-se com 250 mil votos, sendo a mais votada do partido e a oitava mais votada de todo o estado de São Paulo. Seu mandato jovem e feminista levanta bandeiras que a maioria dos políticos não tem coragem de levantar. Ela é linha de frente no enfrentamento do conservadorismo e na oposição aos desmandos do governo Bolsonaro, defendendo sempre a maioria do povo.

Nossas bandeiras
na Câmara Federal

  • Lutar para ampliar e garantir os direitos das mulheres.
  • Lutar contra a reforma da previdência e a retirada de direitos dos trabalhadores.
  • Defender a educação pública e os professores.

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