Você sabe qual foi o presente de Doria para as mulheres no aniversário de SP?

O desmonte das políticas para as mulheres, conforme publicado no D.O do último dia 25 de Janeiro, a Coordenadoria Municipal de Políticas para as Mulheres foi equiparada a “Departamento” da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, assim como as demais como políticas de Igualdade Racial, LGBT, Política de Drogas, Imigrantes, Pop Rua, ente outras. Não bastasse a extinção da Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, no início da dessa gestão, Dória continua atacando os direitos historicamente conquistados pelas mulheres.

Na prática, esse desmonte não significa economia de despesas por parte do poder público, mas sim o descaso na proteção das mulheres, menos recursos para projetos de Prevenção Contra a Violência Doméstica, ausência de ações Intersecretariais sobre questões de gênero, prejuízo no enfrentamento a violência contra as mulheres, equipamentos como Centro de Referência da Mulher e Centro de Cidadania da Mulher sendo duramente precarizados, sem equipe técnica para atendimento adequado as mulheres vítimas de violência.

Conforme o relatório aprovado em 2017 referente a Comissão Parlamentar de Inquérito, que teve como finalidade investigar a condição de vulnerabilidade das mulheres no âmbito do município de São Paulo, enfrentar a violência contra as mulheres é de extrema relevância, considerando que a cidade de São Paulo, ao lado de Nova Déli (Índia), foi indicada como a pior metrópole no que tange a violência sexual contra mulheres no mundo.

É dever do Estado garantir políticas públicas de proteção às mulheres. A cidade São Paulo, a maior cidade da América Latina, vitrine para implementação de políticas nas demais cidades do país, possui avanço histórico no que se refere às políticas de atendimento às mulheres, a exemplo o primeiro Centro de Referência da Mulher - Eliane de Grammont, criado em 1990 na gestão da prefeita Luiza Erundina. Este foi o primeiro serviço municipal do país a oferecer o atendimento às mulheres em casos de violência doméstica e sexual.

Ainda assim, passadas mais de duas décadas, a ampliação e manutenção da rede de atendimento ainda é um desafio, precisamos avançar na conquista de mais direitos para as mulheres. Não vamos aceitar mais esse retrocesso.

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